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MPF denuncia madeireiros que atuavam ilegalmente no assentamento de extrativistas assassinados

Três madeireiras que haviam sido acusadas por Zé Cláudio e Maria, além de seus sócios administradores à época, podem ser réus em processo de crimes ambientais

13/04/2012 às 12h17

Belém, 12 de abril de 2012

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal em Marabá as empresas Tedesco Madeiras Ltda, Madeireira Eunápolis Ltda e Madeireira Bom Futuro Ltda pela exploração ilegal dos recursos florestais do assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, Pará, onde foram assassinados no ano passado os extrativistas Zé Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo. Também foram denunciadas seis pessoas, entre assentados que favoreciam o madeiramento ilegal e os proprietários e administradores das empresas citadas na denúncia.

As investigações começaram em 2008, após denúncias do casal e outras pessoas, tendo sido encerradas no final do ano passado, quando a Polícia Federal concluiu as investigações. Nesse meio tempo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) fez quatro operações de fiscalização no assentamento a pedido do MPF em Marabá e flagrou o comércio ilegal de madeira, principalmente castanheiras, árvore ameaçada de extinção com derrubada proibida por lei federal. Os acusados podem ser condenados a até quatro anos de prisão pelos crimes 

“Verifica-se que as empresas e seus respectivos administradores à época, bem como alguns colonos do projeto de assentamento em questão, promoviam atividades ilegais e lesivas ao meio ambiente”, resume a denúncia assinada pelo procurador da República Tiago Rabelo.

A empresa Tedesco Madeiras foi autuada 16 vezes e por fim interditada em 2009 pelo Ibama por depósito, transporte e comercialização irregular de madeira. A Madeireira Eunápolis e a Bom Futuro também foram autuadas e os proprietários, Aguilar Tedesco, Aguimar Tedesco e Marlos Tedesco (pai, filho e sobrinho) podem se tornar agora réus no processo de crime ambiental. 

Os assentados Antônio Souza, Edimundo dos Santos Neres e Francisco Genuário Silva também foram denunciados por terem serrado e vendido madeira para empresas. “A extração de madeira do assentamento era incentivada, portanto, pelo interesse econômico dos madeireiros ora denunciados, que, atuando naquela região, exploravam economicamente o produto florestal do PA Praia Alta”, diz a denúncia do MPF.

Laisa - A irmã de Maria do Espírito Santo, Laisa Sampaio, que foi premiada na Organização das Nações Unidas (ONU), continua sofrendo ameaças na região. O MPF já pediu proteção a ela para as autoridades estaduais e federais.

O processo tramitará na 2ª Vara Federal de Marabá e ainda não possui numeração (a denúncia foi protocolada no último dia 09).

Íntegra da denúncia


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